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A PRISA e a Fundação Buen Gobierno organizam o fórum "Os Benefícios da Paz na Colômbia"

09-09-2016

“A Colômbia será um país onde se vive sem medo”, afirmou Santos durante a sua conversa com o presidente da PRISA e do EL PAÍS, Juan Luis Cebrián, no âmbito do fórum ‘Os Benefícios da Paz na Colômbia’, organizado no clube El Nogal de Bogotá pela PRISA e pela Fundação Buen Gobierno, com a colaboração do EL PAÍS e das emissoras de rádio La W e Caracol Radio. Acerca do plebiscito do dia 2 de outubro, Santos afirmou: "Acredito na inteligência e na sensatez do povo colombiano. Quem quererá voltar à guerra ou deixar para trás o desenvolvimento das zonas rurais? Isto vai dar-nos uma grande oportunidade para o futuro, para que as pessoas possam ter a certeza de que não serão atacadas."

O anúncio do acordo de paz entre o Governo e as FARC, que pôs fim a 52 anos de conflito no passado dia 24 de agosto, marcou o início de uma das semanas mais tumultuosas de que há memória na América Latina, tendo sido a Colômbia a notícia positiva. Depois, veio o impeachment de Dilma, a marcha da oposição na Venezuela que moveu multidões e a crise política no México devido à visita de Trump. O presidente colombiano mostrou-se convencido de que a incerteza institucional e também económica que a América Latina vive atualmente não afetará o desenvolvimento pós-conflito na Colômbia.

Durante a sua conversa com Santo, Cebrián incidiu numa ideia que marcou toda a jornada: como construir a paz. Na opinião do presidente da PRISA, "depende do entusiasmo social" e será um desafio muito maior do que o das negociações. "O que negociámos foi o fim do conflito. Esperemos que os que se opõem a este processo vejam nisto uma oportunidade de construir a paz enquanto nação", foi o desejo de Santos.

Antes da conversa entre Cebrián e Santos, falou-se do futuro a nível da economia, da integração, das metas e dos desafios. O ex-presidente César Gaviria, que lidera a campanha pelo "sim" no plebiscito de dia 2 de outubro, defendeu os acordos alcançados em Havana: "São raros os exemplos internacionais que tenham sido apresentados com tanta minúcia."

O momento mais emotivo foi da responsabilidade de Martha Luz Amorocho, que regressava a um lugar fatídico para si. No clube de El Nogal que as FARC mandaram pelos ares em 2003, faleceu o seu filho, juntamente com outras 35 pessoas. Foi também neste templo de dor da capital colombiana que Amorocho viveu um momento emotivo há uns anos, quando abraçou um ex-guerrilheiro. "Naquele atentado, morreram visitantes, trabalhadores e sócios do clube, mas também guerrilheiros. Nem sequer atingiram o seu objetivo. Era um rapaz da idade dos meus filhos, somos capazes de virar a página."

Pode ler a notícia completa aqui.

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