Notas de imprensa

A PRISA atinge um EBITDA de 100 milhões no primeiro semestre do ano

30-07-2019

po-banner-resultados-ene-jun-2019-prisa-20190729-02-06.jpg
  • Os resultados evoluem em linha com o previsto, apresentando um crescimento em todos os negócios de media
  • A PRISA mantém a previsão de crescimento para 2019
  • Os modelos de subscrição da Santillana contam com mais 200 mil alunos, o que representa um aumento de 14%. O número total de alunos ultrapassa já 1,4 milhões
  • A PRISA Rádio apresenta uma melhoria operativa de 3%
  • O EBITDA da PRISA Notícias aumenta 3,6 milhões
  • A Media Capital aumenta as receitas publicitárias em 1% e obtém margens de 28%
  • Maite Ballester, nova administradora independente da PRISA, substitui Francisco Gil
  • A companhia conclui com êxito a ampliação de capital no valor de 200 milhões para a aquisição da participação minoritária da Santillana
  • Melhoria da pontuação de crédito de S&P e novo rating da Moody's

O Grupo PRISA encerrou o primeiro semestre do ano com um EBITDA de 100 milhões de euros, de acordo com a informação remetida ontem à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV). Descontada a flutuação sazonal(menos vendas públicas de livros no Brasil e no México) e o efeito dos custos extraordinários, o EBITDA aumenta 4%. Assim sendo, o resultado corrente comportou-se de acordo com as expectativas colocadas pela companhia.

A PRISA estima que, no decurso do segundo semestre do ano, as vendas públicas de livros no Brasil (tanto em ciclo médio como em reposições), as vendas públicas no México, a evolução esperada dos negócios de media e as vendas de ativos não estratégicos do plano de desinvestimento mais do que compensarão um primeiro semestre marcado pela variação sazonal. Por isso, o Grupo mantém a previsão de crescimento para 2019.

Nos primeiros seis meses do ano em curso, a taxa de câmbio teve um impacto negativo sobre a receita no valor de 6,7 milhões de euros e de 1,4 milhões em EBITDA, devido à hiperinflação na Argentina e à evolução das divisas no Brasil.

A dívida líquida, a junho de 2019, situa-se nos 1.180 milhões, após o pagamento pendente previsto ao grupo 3i pela sua saída da PRISA Rádio (36 milhões) e a recompra de 25% da Santillana. Parte desta aquisição foi precisamente coberta através de uma bem-sucedida ampliação de capital no valor de 200 milhões, operação que foi culminada no passado mês de abril. Além disso, obteve-se uma melhoria da pontuação de crédito outorgada pela S&P e a concessão de um novo rating da Moody's, graças à melhoria da situação financeira do Grupo e a solidez do negócio.

Passando à análise por unidades de negócio, a Santillana apresenta um comportamento de acordo com o previsto, sendo que cabe destacar que os modelos de subscrição cresceram num total de 200.000 alunos, o que representa um aumento de 14%. Com estas novas incorporações, o número total de alunos integrados nos modelos de subscrição da Santillana ascende aos 1,4 milhões.

Para o segundo semestre, a Santillana espera um crescimento significativo, explicado fundamentalmente pelo registo dos pedidos de reposição do Brasil e das vendas públicas no México, pela conclusão da campanha de Espanha com novidades em relação ao ano fiscal anterior e pelo aumento das vendas institucionais no Brasil.

No que diz respeito à Rádio, o dado mais relevante do semestre é a melhoria operacional de 3%, apesar dos impactos positivos do Mundial de Futebol e de diversos acontecimentos políticos que tiveram lugar em 2018. Sem esses efeitos, o incremento é de 14%. As receitas publicitárias aumentaram 4% em Espanha, acima da média do mercado, com um bom comportamento tanto na publicidade a nível nacional (subida de 1,1%) como a nível local (subida de 6,4%). A PRISA Rádio também prognostica uma melhoria operativa no segundo semestre do ano.

A área de negócio da Imprensa apresenta um crescimento de EBITDA de 3,6 milhões no primeiro semestre do ano, não obstante o impacto positivo do Mundial de Futebol de 2018. As receitas publicitárias apresentam um crescimento de 3%, impulsionado pelo bom comportamento da publicidade digital, que cresce 11% este semestre. Junta-se a isto uma melhoria nas margens de circulação na ordem dos 30%, fruto dos acordos e das medidas de eficiência postas em prática no ano anterior. A PRISA Notícias espera também melhorias operativas na segunda parte do ano fiscal. Além disso, a PRISA, a Vocento e a Godó acabam de pôr em marcha a principal plataforma de publicidade programática em Espanha.

Por sua vez, as receitas publicitárias da Media Capital crescem 1%, um valor acima do comportamento do mercado. A empresa conseguiu manter os gastos no segundo trimestre do ano e conseguiu obter margens de 28% num mercado tremendamente competitivo, como é o caso do mercado português. A TVI atinge audiências médias diárias de 24% no prime time e de 20% nas 24 horas, ao passo que a rádio aumenta a sua receita em 27%, com uma melhoria a nível do EBITDA de 60%, alcançando os seis milhões de euros.

Maite Ballester, administrador independente

O conselho de administração da PRISA aprovou a nomeação de Maite Ballester como nova administradora independente do Grupo. Esta nomeação representa outro passo em frente por parte da PRISA no seu compromisso de que pelo menos 30% do conselho de administração seja ocupado por mulheres em 2020, em linha com as boas práticas de governação empresarial.

Com esta incorporação, passam a ser três as mulheres que constituem o conselho da PRISA, que é composto por 13 elementos. Além disso, os administradores independentes passam a ser sete, mais cinco dominicais e um executivo. Ballester substitui Francisco Gil, cujo trabalho foi amplamente reconhecido pelo resto do conselho, ao qual se juntou em novembro de 2017. A nova administradora, uma profissional com uma vasta experiência no mundo financeiro e empresarial, será vogal da Comissão de Auditoria, Controlo de Riscos e Cumprimento do conselho da PRISA.

Maite Ballester é licenciada cum laude em Finanças e Ciências Políticas pelo Boston College e tem um MBA da Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Iniciou a sua carreira profissional na GTE Corporation (Verizon), nos Estados Unidos, como executiva financeira, incorporando posteriormente a Booz, Allen & Hamilton como consultora estratégica para importantes multinacionais no México, no Reino Unido, em Espanha e em Portugal.

Foi Diretora Executiva da 3i em Espanha, onde adquiriu uma vasta experiência no setor de private equity a nível internacional, liderando uma multitude de operações de investimento e de desinvestimento e participando no processo de captação de investidores institucionais para fundos globais promovidos pela 3i. Encabeçou também numerosos refinanciamentos, várias entradas na Bolsa de Valores e conta com uma grande experiência em conselhos de administração de diversas companhias, tanto cotadas em Bolsa como não cotadas em Bolsa, entre elas a PRISA Rádio, enquanto a 3i foi acionista.

De 2014 a janeiro de 2017, a Sra. Ballester prestou serviços à EY na categoria de assessora externa da divisão de Transaction Services (TAS). Atualmente, é fundadora e Managing Partner do fundo espanhol de private equity Nexxus Iberia I.

Maite Ballester foi presidente da Associação Espanhola de Entidades de Capital de Risco (ASCRI) e é, atualmente, administradora da Repsol, onde é vogal na Comissão de Auditoria e na Comissão de Remunerações.

É membro do Círculo de Empresários, do Instituto de Diretores e Administradores (ICA), do Women Corporate Directors (WCD) e do Fórum Internacional de Mulheres (IWF), participando também frequentemente na qualidade de conferencista em escolas de negócios e associações profissionais.

Regressar às notícias

Ir para o início da página