Notas de imprensa

A PRISA comprará 25% da Santillana à Victoria Capital Partners

26-02-2019

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O Grupo encerra 2018 com melhorias no resultado operacional, cumprindo o plano de eficácia com dois anos de avanço e com uma geração de fluxo de caixa de 42 milhões

  • A PRISA controlará 100% do grupo de educação, o que permitirá reforçar a estratégia do grupo, gerar valor para os acionistas, melhorar a geração de fluxo de caixa da companhia e otimizar o balanço

  • O montante da aquisição ascende aos 312 milhões de euros e a operação será financiada através de recursos próprios da companhia e uma ampliação de capital de 200 milhões

  • O EBITDA comparável da PRISA cresce 10,3% em 2018

  • O plano de eficácia gera poupanças na ordem dos 48,5 milhões, ultrapassando em apenas um ano o objetivo de 40 milhões estabelecido para três anos fiscais

  • A dívida líquida situa-se nos 929 milhões, em comparação com os 1.422 milhões de dezembro de 2017

 

O Grupo PRISA comunicou à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) o acordo para a aquisição de 25% da Santillana, atualmente propriedade da Victoria Capital Partners. Com esta compra, sujeita à aprovação das autoridades da concorrência espanholas, a PRISA passará a deter 100% da companhia. A operação reforçará a estratégia do Grupo ao controlar a totalidade de um ativo fundamental para o seu progresso, como é o caso da Santillana, o que representará um grande potencial de aumento de valor para os acionistas e melhorará substancialmente a geração de fluxo de caixa.

 

As oportunidades que oferecem a transformação digital e o posicionamento e margem de crescimento na Ibero-América são as alavancas chave para o desenvolvimento da estratégia da PRISA, que passa por criar um grande projeto transversal, único e global de educação, entretenimento e informação (generalista, económica e desportiva). A futura aquisição da Santillana acontece num momento em que há muito boas perspetivas de crescimento para o setor educativo. A companhia é líder em Espanha e na América Latina e é o único ator global nesses mercados.

 

Além disso, ocupa uma posição de destaque na transformação digital do negócio nos países onde está presente, com base no uso dos seus sistemas de ensino que, neste momento, representam já mais de 20% da totalidade do seu negócio. Graças a estes sistemas, a Santillana criou uma plataforma escalável a qualquer utilizador em qualquer país que esteja disposto a acompanhar a transformação digital conforme as necessidades dos seus alunos.

 

Dadas as boas perspetivas de crescimento do negócio, a aquisição de 25% da Santillana à Victoria Capital Partners permitirá maximizar o valor do ativo, incrementar a geração de fluxo de caixa do grupo, ao eliminar o dividendo prioritário anual de 25,8 milhões de dólares, e flexibilizar a estrutura financeira da companhia.

 

O montante da transação, que se espera que fique concluída no mês de abril de 2019, ascende aos 312,5 milhões de euros, que serão pagos em dinheiro ao vendedor, na data de conclusão da operação. A Santillana pagará também à Victoria Capital Partners o dividendo prioritário correspondente às suas participações pelo ano fiscal de 2018 e pela parte correspondente ao ano fiscal de 2019 até à data de encerramento. Os fundos para este pagamento vêm de fundos disponíveis no balanço da PRISA e de fundos provenientes de uma ampliação de capital com direito de subscrição no montante de 200 milhões de euros. O Banco Santander comprometeu-se a assegurar esse aumento de capital até um montante máximo de 200 milhões de euros, sujeito às condições habituais deste tipo de documentos. Além disso, acionistas que representam 42% do capital social expressaram já à Sociedade a sua intenção de participar no aumento de capital.

 

RESULTADOS DE 2018

O Grupo PRISA fechou 2018 com um EBITDA comparável (a taxa de câmbio constante e sem o efeito temporário da NIIF 15) de 298 milhões, o que representa um aumento de 10,3% relativamente ao ano fiscal anterior, como consta dos dados apresentados à CNMV. Este resultado é consequência da evolução operativa positiva do conjunto dos negócios do Grupo, que foi superior, inclusive, aos objetivos apresentados ao mercado. Neste ponto, cabe destacar que o plano de eficiência permitiu poupanças na ordem de 48,5 milhões num único ano, quando a previsão era de 40 milhões em três anos fiscais. O impacto positivo deste plano no EBITDA é de 39,5 milhões de euros.

 

A dívida líquida no final do ano fiscal situa-se nos 929 milhões de euros, comparativamente aos 1.422 milhões em dezembro de 2017.No ano fiscal de 2018, a geração de fluxo de caixa foi positiva, no valor de 42 milhões. A taxa de câmbio teve, em 2018, um impacto negativo a nível das receitas no valor de 81 milhões e de 19,6 milhões em EBITDA.

 

Na revisão do valor dos ativos levada a cabo no encerramento do ano fiscal, a PRISA registou um ajuste de 202 milhões de euros e de 76 milhões de euros no valor contabilístico dos créditos fiscais ativados e da Media Capital, respetivamente, ajustando-os ao justo valor contabilístico dos ditos ativos. Esta revisão afetou negativamente o resultado líquido (-269 milhões), embora este movimento não tenha qualquer efeito em caixa. O lucro líquido ordinário, excluindo os ditos danos, é positivo em 45 milhões, com um aumento de 56% em relação ao ano anterior.

 

Por atividades, a Educação apresenta um crescimento em EBITDA comparável na ordem dos 3,4%, com uma subida de receitas de 4,8%, apesar de ter sido um ano sem novidades no mercado espanhol e de ciclo baixo das vendas institucionais no mercado brasileiro. No geral, a Santillana apresenta uma boa evolução a nível das suas campanhas, apesar do impacto cambiário negativo da evolução das moedas na Argentina, no Brasil e no México.

 

No que diz respeito aos media, a PRISA Rádio conseguiu uma melhoria operativa de 33%, impulsionada pelo bom comportamento em Espanha (com um aumento de receitas de 5% e uma melhoria do EBITDA de 53%) e na América Latina (com um aumento de receitas de 5% na moeda local). Por sua vez, a PRISA Notícias continua a crescer no seu desenvolvimento digital, avançando rumo a um modelo digital crescente e escalável, com uma melhoria na evolução operacional no quarto trimestre na ordem dos 30% e apresentando progressos nas suas medidas de eficiência. Entretanto, a Media Capital continua a liderar o mercado português, com um aumento de receitas publicitárias de 3% e reforçando a sua programação com a compra dos direitos da Champions e fortalecendo a sua grelha de entretenimento. O seu EBITDA permanece estável, com um crescimento significativo na geração de fluxo de caixa e uma forte redução da sua dívida.

 

Marcos corporativos em 2018

Desde janeiro de 2018, a PRISA conta com uma nova composição do Conselho de Administração que mostra um equilíbrio adequado entre membros independentes e dominicais, em sintonia com as boas práticas da governação empresarial. Paralelamente, estabeleceu-se uma nova equipa de direção no ramo Corporativo, assim como nas divisões de Imprensa e Rádio.

 

Em fevereiro, culminou a sua ampliação de capital no valor de 563 milhões de euros. A operação foi finalizada com um êxito retumbante, graças ao sólido apoio dos atuais acionistas da PRISA e ao facto de a procura ter ultrapassado em 7,62 vezes as ações oferecidas ao mercado.

 

Esta ampliação de capital do Grupo complementa o acordo de restruturação da dívida que inclui o adiamento do vencimento da mesma até finais de 2022 e não prevê amortizações obrigatórias significativas durante os três primeiros anos.

 

O Grupo deu um novo passo em frente na sua reorganização financeira, com a obtenção da pontuação de crédito por parte de duas agências internacionais de prestígio reconhecido. As instituições atribuíram a pontuação de "B" com perspetivas de estabilidade (Fitch) e de "B-" com perspetivas estáveis (S&P), classificações que estão em conformidade com as que foram obtidas por outras companhias da indústria.

 

Outros factos significativos por unidade de negócio


Na Educação

-       Os sistemas digitais de ensino UNO, Compartir, Farias Brito e Educa cresceram em número de alunos na ordem dos 6%, tendo chegado aos 1.160.000 alunos, com receitas no valor de 134 milhões de euros em 2018.

-       A Santillana é a companhia líder em educação tanto em Espanha como na América Latina, com uma quota combinada de 25%.


Na Rádio

-       A PRISA Rádio reforça a sua posição em Espanha. Segundo o último relatório do EGM, a Cadena SER mantém a liderança absoluta do mercado, com 4.139.000 ouvintes. Los40 ocupa a segunda posição, a seguir à SER, e lidera o mercado de rádio musical com audiências que ascendem aos 22%.

-       Em Espanha, a publicidade da PRISA Rádio cresce 5% em 2018, chegando aos 172 milhões de euros. Este incremento dá-se tanto na publicidade nacional, na ordem dos 7,9%, como na publicidade local, 2,5%.

 

Na Imprensa

-       As receitas de publicidade digital crescem a um ritmo mais acentuado (16%) do que a quebra nas receitas de publicidade tradicional (-11%). Isso permite ter boas perspetivas de futuro, uma vez que a publicidade digital representa já 53% do total.

-       EL PAÍS mantém a sua posição de liderança absoluta em Espanha, tanto no segmento analógico como no digital.

-       O jornal AS consolida-se como a publicação desportiva de referência na América Latina. As suas receitas digitais representam já 78% das receitas de publicidade. Em maio de 2018, foi lançado o AS Arabia, com uma audiência potencial de mais de 400 milhões de pessoas.

-       EL PAÍS e The Washington Post aliaram-se para otimizar a infraestrutura do jornal através da plataforma ARC Publishing.

-       PRISA, Vocento e o Grupo Godó chegaram a acordo para a criação da principal plataforma de venda de publicidade programática.

 

Na Media Capital

 

-       A Media Capital reforça a sua posição de liderança nos media em Portugal em termos de quota de mercado e de rentabilidade.

-       A TVI mantém a sua primazia ao longo das 24 horas e no prime time, alcançando audiências médias diárias de 24% e 27%, respetivamente, sobre o total de televisão.

-       A área de negócio de Rádio da Media Capital apresenta um crescimento em receitas de 4%, com uma melhoria operacional de 12,7%.

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