Notas de imprensa

O EBITDA comparável da PRISA cresce 13,5% no primeiro semestre de 2018

24-07-2018

O EBITDA comparável da PRISA cresce 13,5% no primeiro semestre de 2018
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  • A área de negócio da Educação cresce 5,9% e 9% em receitas e EBITDA comparáveis
  • A Rádio apresenta uma melhoria operativa de 28,6% devido aos bons resultados em Espanha e na América Latina. A Imprensa continua a crescer no seu desenvolvimento digital e apresenta importantes progressos no seu plano de eficiência
  • A Media Capital é integrada no perímetro do Grupo. Aumenta o seu resultado operativo em 9%
  • O plano de eficiência representa uma poupança de 19,8 milhões, com um impacto de 15,7 milhões sobre o EBITDA
  • A taxa de câmbio tem um impacto negativo de 55,1 milhões em receitas e de 18,6 milhões no EBITDA
  • O grupo gera uma caixa positiva de 0,4 milhões, em comparação com a caixa negativa de 53,1 milhões do primeiro semestre de 2017
  • Entra em vigor o acordo de refinanciamento com amortização de 480 milhões de euros e adiamento da data de vencimento da dívida para 2022
  • A dívida líquida, a junho de 2018, encontra-se nos 973 milhões, em comparação com os 1.422 milhões de dezembro de 2017, devido ao facto de o refinanciamento ter entrado em vigor e de a Media Capital ter sido integrada no perímetro de consolidação
  • O grupo mantém as previsões para a globalidade do ano

O Grupo PRISA registou um EBITDA comparável (a taxa de câmbio constante e sem o efeito temporário da NIIF15) de 149,6 milhões no primeiro semestre do ano, o que representa um aumento na ordem dos 13,5% em relação ao alcançado no mesmo período do ano fiscal anterior, conforme se constata nos dados comunicados à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV). Os resultados antes de impostos ascende aos 38,8 milhões, em comparação com os 54,1 milhões do ano anterior. O resultado líquido é de 0,4 milhões, em comparação com os 13,9 milhões do período de janeiro a junho de 2017. Estes resultados foram prejudicados pelo impacto negativo da taxa de câmbio, tendo sido de 55,1 milhões em receitas e de 18,6 milhões no EBITDA. O primeiro semestre do ano é encerrado com uma geração de caixa positiva no valor de 0,4 milhões, em comparação com uma caixa negativa de 53,1 milhões no mesmo período do ano fiscal anterior.

O diretor executivo do grupo, Manuel Mirat, resume assim o primeiro semestre do ano fiscal: "Durante os primeiros seis meses de 2018, os negócios evoluíram em sintonia com os objetivos estabelecidos para este período, fizeram-se avanços significativos na obtenção de poupanças graças à implementação do plano de eficiência, e entrou em vigor, no dia 29 de junho, o acordo de refinanciamento assinado com os bancos, adiando o prazo de vencimento da dívida por cinco anos e sem amortizações obrigatórias contratuais significativas até 2022."

No que diz respeito às unidades de negócio, a Educação apresenta um aumento de receitas de 5,9% e de 9% no EBITDA, descontando o efeito das taxas de câmbio e o impacto da NIIF15, que entrou em vigor a janeiro de 2018 e que estabelece um novo modelo de reconhecimento de receitas que obriga a adiar as receitas derivadas da venda de serviços conforme se vá produzindo a prestação dos mesmos. As campanhas da região sul registaram uma boa evolução, com um aumento de 10,9% em receitas e de 18,8% no EBITDA.

A área de negócio da Informação continua a sua consolidação. Em Espanha, a publicidade da PRISA Rádio cresceu 3,9% no primeiro semestre do ano. Na América Latina, as receitas totais crescem 7,4% em moeda constante. O EBITDA ajustado da Rádio melhora 28,6%, chegando aos 28,3 milhões de euros graças ao crescimento da publicidade e à forte alavancagem operativa.

Por seu lado, os meios da PRISA Notícias contam, no fecho do semestre, com 129 milhões de utilizadores singulares, o que representa um crescimento de 29%. O jornal EL PAÍS mantém a sua liderança nos países de língua espanhola, chegando aos 85 milhões de média mensal. As receitas de publicidade totais da PRISA Notícias caem 2,5%, mas a publicidade digital cresce 9% e representa já 51% do total das receitas publicitárias. Neste aspeto, temos de destacar a publicação AS, cujas receitas digitais representam 76% do total.

A Media Capital, que se integra no perímetro do Grupo, reforça a sua posição de liderança em Portugal, tanto a nível de quota de mercado como de rentabilidade. O EBITDA ajustado cresce 9,1%, chegando assim aos 19,9 milhões de euros. Mirat explica que "a Media Capital é um ativo muito sólido, extremamente rentável, que este ano contribui com um dividendo de 17,6 milhões e com resultados muito positivos num contexto macro favorável. O objetivo da companhia é maximizar o seu valor".

Em relação à situação financeira do Grupo, o diretor executivo destaca que "após a ampliação de capital realizada no início do ano e com o acordo de refinanciamento assinado, a PRISA conseguiu alcançar uma estrutura financeira suportada pela geração de caixa do seu perímetro atual, com flexibilidade para permitir o crescimento e a criação de valor". "O objetivo da companhia é continuar a aperfeiçoar a sua estrutura financeira até alcançar, em 2020, um rácio de dívida líquida / EBITDA debaixo de 3 vezes", especifica Mirat. Concretamente, a dívida líquida da PRISA, em junho de 2018, situa-se nos 973 milhões, em comparação com os 1.422 milhões de euros de 2017, agora que o refinanciamento foi levado a cabo e que a Media Capital foi integrada no perímetro de consolidação.

Outros factos significativos por unidade de negócio

Na área da Educação

  • No que diz respeito às campanhas da região norte, a Espanha apresenta um atraso em relação ao mesmo período de 2017, ao passo que o México cresce 25% em moeda local, crescimento impulsionado pelas vendas públicas.
  • Os sistemas de ensino UNO e Compartir cresceram 8% no número de alunos, ultrapassando assim o milhão.
  • A taxa de câmbio teve um impacto negativo, fundamentalmente devido à evolução das taxas no Brasil e na Argentina. Este impacto foi de 50,3 milhões de euros em receitas e 18,8 milhões de euros no EBITDA.

Na área de negócio da Rádio

  • A última edição do EGM confirma a liderança das emissoras da PRISA Rádio em Espanha. A Cadena SER cumpre 25 anos de liderança ininterrupta e todos os seus programas são líderes nos seus respetivos segmentos horários. LOS 40 é a cadeia de rádio musical líder, com audiências que chegam aos 21%.
  • As receitas ajustadas cresceram na ordem dos 2% em moeda constante, impulsionadas pelo crescimento em Espanha e pelos bons resultados na América Latina.
  • De destacar o crescimento em moeda local da Colômbia (11,3%) e do Chile (8%).

Na divisão de Imprensa

  • O EBITDA ajustado chega aos 4 milhões de euros, em comparação com os 6 milhões do mesmo período em 2017.
  • Os eventos crescem 1,7%, chegando aos 3,7 milhões de euros.
  • Destacamos o forte controlo de gastos, com uma queda de 6,6%. A implementação do plano de eficiência, após o acordo com terceiros para a impressão de jornais e outras medidas, continuará a apresentar poupanças ao longo do ano fiscal.

Na Media Capital

  • As receitas de publicidade registam um crescimento de 2,6%. As outras receitas (direitos de canais e multimédia) registam um aumento de 6,3%, excluindo-se o impacto da NIFF15.
  • A TVI alcança, no primeiro semestre de 2018, receitas no valor de 71,4 milhões de euros, apresentando um aumento na ordem dos +1,7%.
  • A unidade de negócio de Rádio da Media Capital apresenta um crescimento a nível de receitas de 4%, com uma melhoria operativa de 19,6%.

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