Notas de imprensa

Juan Luis Cebrián abandona a presidência do EL PAÍS

27-04-2018

Nota de prensa
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Juan Luis Cebrián, fundador e primeiro diretor do EL PAÍS, abandonará, no próximo dia 21 de maio, todos os seus cargos na PRISA, depois de 42 anos em que ocupou os cargos mais importantes do Grupo: Presidente e Conselheiro Representante. Nesse mesmo dia, será nomeado Presidente de Honra do EL PAÍS. Superados os momentos mais difíceis da empresa, culmina um processo de sucessão que ele próprio colocou em marcha, em abril de 2016, e põe fim às suas obrigações empresariais dos últimos anos para dedicar mais tempo ao que sempre foi a paixão da sua vida: o jornalismo e a escrita. A sua saída, sem dúvida, representa um impacto para esta empresa, na qual Cebrián continuará a ser sempre um ponto de referência e fonte de inspiração perante os novos desafios que hão de vir.

Cebrián continuará a escrever assiduamente para o EL PAÍS e colaborará com o jornal e com a empresa em todas as circunstâncias que a sua prolongada experiência e bagagem acumuladas durante a sua brilhante trajetória o tornem conveniente. É um motivo de satisfação para esta empresa que o nome de Cebrián, após a sua saída, continue estreitamente vinculado ao EL PAÍS, onde surgirá como Presidente de Honra, no justo reconhecimento a quem o fundou num momento decisivo da história de Espanha e contribuiu para o impulsionar como meio de referência da comunicação em espanhol no mundo.

Autor de numerosos livros, Juan Luis Cebrián pertence à Real Academia Espanhola. Estudou Filosofia na Universidade Complutense de Madrid, onde se licenciou em Ciências da Informação, depois de se formar na Escola Oficial de Jornalismo, em 1963.

Antes de ocupar a direção do EL PAÍS, tinha sido membro da equipa fundadora da revista Cuadernos para el Diálogo (1963); de 1963 a 1975, trabalhou como redator-chefe e subdiretor dos jornais Pueblo e Informaciones de Madrid e como diretor dos Serviços Informativos da Televisão Espanhola.

Cebrián dirigiu o EL PAÍS desde a sua primeira edição (maio de 1976) até novembro de 1988, em que foi nomeado conselheiro representante do jornal e da PRISA. De 1986 a 1988, ocupou o cargo de presidente do Instituto Internacional de Imprensa (IPI). É membro do Conseil de Surveillance do jornal francês Le Monde.

Foi conselheiro representante da Sogecable, a empresa do Grupo dedicada à televisão, desde a sua fundação, de 1989 até 1999. Em 2004, ocupou a presidência da Associação de Editores de Jornais Espanhóis (AEDE).

À frente do EL PAÍS, desempenhou um papel relevante no processo de transição política espanhola da ditadura para a democracia. Com mais de cinquenta anos de exercício profissional no jornalismo, entre os numerosos prémios jornalísticos com que conta, vale a pena destacar: Diretor Internacional do Ano, concedido pela publicação World Press Review de Nova Iorque (1980); Prémio Nacional de Jornalismo de Espanha (1983); Medalha da Liberdade de Expressão da F. D. Roosevelt Four Freedom Foundation e medalha de Honra da Universidade de Missouri (1986); Prémio Internacional Trento de Jornalismo e Comunicação (1987); e, no Chile, Prémio Joaquín Chamorro da Liberdade de Expressão.

Cebrián desenvolveu, ao longo da sua vida profissional, uma intensa atividade como articulista e conferencista e é autor de numerosos livros de ensaio sobre jornalismo e sociologia política, entre eles: La Prensa y la Calle, La España Que Bosteza, El Tamaño del Elefante, El Siglo de las Sombras, Cartas a un Joven Periodista, La Red, El Futuro No Es Lo Que Era e, escrito em conjunto com o ex-presidente do governo espanhol Felipe González, El Fundamentalismo Democrático e El Pianista en el Burdel. Como romancista, publicou quatro obras: La Rusa, La Isla del Viento, La Agonía del Dragón e Francomoribundia. Outros dos seus relatos literários estão publicados em compilações como Retrato de un Siglo e De Madrid… Al Cielo, assim como ensaios em livros coletivos (Imprensa Para a Democracia: Desafio do Século XXI, Transição Espanhola, entre outros). Entrou em 1996 na Real Academia Espanhola e é Oficial das Letras e das Artes de França desde 1989.

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