Notas de imprensa

A Assembleia da PRISA aprova todas as propostas do Conselho de Administração

29-06-2020

La Junta de PRISA aprueba todas las propuestas del Consejo de Administración
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  • Javier Monzón, Javier de Jaime e Sonia Dulá são reeleitos como conselheiros independentes
  • Joseph Oughourlian, Amber Capital (representada por Fernando Martínez), Manuel Polanco e Khalid Thani Abdullah Al Thani são reeleitos como conselheiros dominicais
  • O número de conselheiros é reduzido, dos 13 atuais passaram a 12 e o seu mandato passou de quatro a três anos

A Assembleia Geral de Acionistas da PRISA, celebrada hoje telematicamente e que contou com um quórum de 81,67%, aprovou todos os acordos propostos pelo Conselho de Administração. Entre eles, destacam-se: a aprovação das contas e da gestão do desempenho, a nomeação de nova auditoria, que passa a ser a Ernst & Young; uma redução do capital que situa o valor nominal de cada ação em 0,10 euros; a diminuição do mandato dos conselheiros de quatro para três anos; a reeleição de sete conselheiros e a diminuição do número de membros do Conselho de Administração de 13 para os atuais 12.

Os conselheiros reeleitos foram:

  • O Presidente do Conselho de Administração Javier Monzón, com 62% de votos a favor e 1,2% contra.
  • Os conselheiros independentes Javier de Jaime e Sonia Dulá.
  • Os conselheiros dominicais Joseph Oughourlian, Amber Capital UK (representada por Fernando Martínez), Manuel Polanco e Khalid Thani Abdullah Al Thani.

Por sua vez, Javier Gómez-Navarro manifestou a sua preferência por não renovar o seu mandato, atendendo aos seus outros compromissos profissionais. Este posto no Conselho de Administração da PRISA será amortizado, pelo que o número de componentes passa de 13 a 12. 

Javier Monzón: “Avaliámos, pela primeira vez, o Conselho com um assessor independente e reforçámos o governo corporativo”

O Presidente do Conselho de Administração da PRISA, Javier Monzón, focou a sua intervenção na atividade levada a cabo pelo Conselho, na sua dupla função de supervisionar e impulsionar o projeto empresarial, depois de a iniciar relembrando as pessoas afetadas pela pandemia e o forte compromisso social do Grupo durante este período crítico. “No seguimento continuado do funcionamento dos nossos negócios e da gestão que o Conselho leva a cabo, impulsionámos um reforço nas funções de controlo e gestão de riscos, assim como uma revisão em profundidade das nossas opções estratégicas, a que nos dedicámos intensamente no segundo semestre do ano passado”, explicou.

Javier Monzón assinalou que “impulsionámos uma revisão em profundidade das nossas opções estratégicas, concluindo um roteiro, formulado explicitamente para começos das atuais funções, que implicará uma gestão diferenciada do nossos negócios de educação, por um lado, e dos negócios de meios de comunicação, por outro”. “Estamos convencidos”, continua, “de que ambos os negócios têm um elevado potencial monetário, se forem geridos de forma adequada, com equipas focadas em cada um deles”.

Além disso, anunciou que, pela primeira vez, foi levada a cabo a avaliação do Conselho por um assessor externo independente, o KPMG. No processo, foram avaliados especificamente por cada um dos consultores, em colaboração com o assessor externo, um total de 115 variáveis, 46 delas relativas ao Conselho, e entre 21 e 23 de cada uma das suas comissões – a Delegacia, a de Auditoria, a de Riscos e Cumprimento, a de Nomeações, Retribuições e Governo Corporativo.

“Sendo que o potencial máximo seria de 5”, especificou, “as avaliações resultantes para o conjunto do Conselho e para cada uma das suas comissões situaram-se entre 4 e 4,4. No total das 114 questões avaliadas, 76% conseguiram um resultado entre 4 e 5, 22% entre 3,5 e 4, e os restantes 2% entre 3 e 3,5. O Presidente e o Conselheiro Delegado também foram avaliados junta e separadamente, sendo que cada um de nós obteve um resultado de 4,1”.

A respeito da composição do conselho, assinalou que “a proposta de fixar em 12 o número de consultores parece adequada à natureza e características dos nossos acionistas, assim como aos requisitos necessários para que o Conselho conte, no seu conjunto, com a diversidade necessária de perfis, competências e capacidades. Desse total de 12 membros, 6 serão conselheiros independentes, 1 executivo e 5 dominicais designados em representação de quatro acionistas que, em conjunto, representam 50% do capital da sociedade”.

O Presidente do Conselho da PRISA também salientou que “temos consciência de que, apesar de termos melhorado substancialmente no ano passado, ainda temos de melhorar o nosso grau de diversidade de género, para alcançar, a curto prazo, pelo menos os 30% que queremos e com que nos comprometemos”. “Neste ano”, continua, “o Conselho e a Comissão de Eleições trabalharam na identificação de candidaturas valiosas, procurando quem contribuía melhor para reforçar as capacidades do Conselho em termos de governo corporativo, responsabilidade empresarial e sustentabilidade. Fizemo-lo, assim, em conversa com os nossos acionistas representados no Conselho”.

Monzón também destacou que o Grupo trabalhou para reforçar o governo societário e salientou que “das 64 recomendações do Código do Bom Governo espanhol, considerando que 5 delas não provêm da aplicação, cumprimo-las todas na íntegra, salvo uma em que registámos apenas um cumprimento parcial”.

Não obstante, salientou que “continuaremos a avançar para melhorar a nossa liderança, pondo um ênfase especial e crescente nas nossas atuações em material de sustentabilidade. Não só cumprindo os Princípios do Pacto Mundial e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, mas também fazendo com que cada um dos nossos negócios se defina, oriente e guie para o cumprimento de um propósito, uma única razão de ser, que não seja só um marco conceptual, mas sim uma realidade tangível e percebida com clareza em tudo o que fazemos e como fazemos”.

O Presidente do Conselho da PRISA assinalou que “conseguimos, nestes últimos anos, que todas as decisões sobre opções estratégicas e sobre atuações relevantes para o desenvolvimento dos nossos negócios se adotassem, sem exceção, por unanimidade”. E acabou o discurso, confirmando “continuar a contar com o apoio maioritário dos nossos acionistas. Queremos que seja sempre o mais amplo possível e é com esse objetivo que continuamos a trabalhar”.

Manuel Mirat: “A estratégia da PRISA passa por fortalecer e estender os nossos negócios digitais”

O conselheiro delegado e o primeiro executivo do grupo, Manuel Mirat, também começou a sua intervenção em frente aos acionistas com memória às pessoas que foram afetadas pela Covid-19, para, no seguimento, explicar qual foi o papel da PRISA na crise.

“Desde o primeiro momento, como corresponde à natureza da nossa atividade e à nossa condição enquanto grupo líder na educação e na informação, pusemos em andamento planos para fazer frente a esta crise que, por um lado, se dirigem a preservar a saúde dos nossos funcionários, colaboradores e provedores e, por outro, a garantir a continuidade dos negócios”, disse.

“A Santillana”, continua, “esforçou-se para conseguir o objetivo de que um direito tão essencial para qualquer sociedade como é a educação continue a chegar a famílias e escolas tanto em Espanha como na América Latina. E os nossos meios de comunicação trabalharam responsavelmente com um único objetivo: oferecer diariamente aos cidadãos um guia para entender o que está a acontecer, e ajudar a que se prime pela informação contrastada e útil num cenário em que as notícias sem fundamento fazem pior do que nunca”.

De seguida, explicou em detalhe os resultados da PRISA em 2019, caracterizados pelo cumprimento de todos e cada um dos objetivos financeiros operacionais, comprometidos com o mercado e um sólido comportamento nos mercados e negócios mais relevantes, frente às dificuldades macroeconómicas que alguns atravessaram. Os dados mais relevantes foram os seguintes:

  • As vendas da PRISA em 2019 totalizaram-se em 1.095,5 milhões, com um aumento de 2%.
  • O EBITDA foi 242 milhões de euros, o que pressupõe um aumento de 12% sobre o conseguido em 2018.
  • Gerou-se uma Caixa positiva de 18 milhões de euros.
  • Por unidades de negócio, o EBITDA da Santillana cresceu em 12% constantes, o da Radio permaneceu constante e o da Imprensa melhorou em 88,6%.

Uma vez feito o resumo de 2019, o diretor executivo da PRISA abordou os efeitos económicos negativos da pandemia, que quantificou em 25,5 milhões de ingressos no Grupo e de 20,8 milhões no EBITDA no período compreendido entre janeiro e março de 2020. Para compensar, disse também que foi posto em marcha um plano de contingência, com um ajuste de custos que englobará todas as atividades e todos os gastos e que reportou uma poupança de 40 milhões entre março e dezembro do presente ano.

Mirat continuou o discurso para a Assembleia de acionistas, analisando o plano do Grupo para os próximos anos: “A estratégia da PRISA está fixada no fortalecimento da extensão dos nossos negócios digitais, tanto na área da Educação como na dos Meios”. “A nossa aposta é firme e sólida. Nos três primeiros meses do ano, e apesar dos efeitos devastadores da Covid-19, os sistemas de subscrição da Santillana registaram mais 25% de alunos, que já se totalizam em 1.716.000. Pressupôs um aumento das vendas dos modelos de subscrição de 23% (33% na moeda local), até alcançar os 64 milhões de euros. Por isso, a Santillana marcou como objetivo principal acelerar o crescimento dos sistemas de subscrição, prestando especial atenção ao mercado privado da América Latina”, explicou.

No que toca ao negócio da Imprensa, Mirat explicou que a PRISA tem a maior plataforma global de notícias em espanhol, com 200 milhões de navegadores únicos e uma destacadíssima presença em Espanha e na América Latina das suas principais marcas, o EL PAÍS e a AS, e que “nos últimos anos, a empresa avançou para um modelo de negócio digital crescente e escalável”. Além disso, recordou que “recentemente registou-se um avanço significativo nesta mudança de modelo de negócio, com o lançamento, no início de maio, do modelo de subscrição do EL PAÍS, cujos primeiros passos estão a ser mais do que satisfatórios”. Por seu lado, a parte da Radio reforçou a sua estratégia de criação de novos conteúdos de áudio digital, a distribuição em várias plataformas e a inovação de produtos, que reflete um forte crescimento no consumo de horas de streaming e downloads de podcasts.

O diretor executivo do Grupo assegurou que vai continuar com a política de alienação de ativos não estratégicos e disse também que “estes planos, em conjunto com medidas estratégicas como um futuro arranco no valor de ativos como a Santillana, vai permitir-nos gerir o nível atual de alavancagem e alcançar uma estrutura de balanço sustentável que permitirá acelerar a transformação dos negócios”.

O conselheiro delegado da PRISA explicou aos acionistas que “a nossa função é pôr ao serviço da sociedade uma plataforma de meios credíveis, independentes, sérios e rigorosos que contribuam para a formação da opinião pública e democrática, que ampare a pluralidade de uma sociedade complexa e impulsione as políticas de crescimento inclusivo, que nos façam emergir com força e vigor e não deixem ninguém para trás”. E concluiu a sua intervenção com a seguinte reflexão: “Nós não representamos nenhum poder nem nenhum grupo de interesse. Exercemos o jornalismo na sua forma mais nobre, clássica e comprometida, apesar de muitas vezes não sermos compreendidos, e inclusive sejamos atacados. Na história desta casa, houve muitas tentativas deste estilo e sempre prevaleceu a consistência e a força dos nossos fundamentos. E é assim que continuamos”.

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