Notas de imprensa

A PRISA adquire 25% da Santillana

12-04-2019

PRISA adquiere el 25% de Santillana
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Da esquerda para a direita, Miguel Ángel Cayuela, diretor-geral da Santillana; Manuel Mirat, diretor-geral da PRISA; Alejandro Sorgentini, sócio da Victoria Capital Partners, e Xavier Pujol, secretário-geral da PRISA.

 

 

  • O Grupo dá um passo em frente decisivo no seu projeto de futuro ao tomar o controlo de 100% da sua filial de educação
  • O valor total da operação é de 312,5 milhões de euros
  • A companhia aumenta o free float em Bolsa de 16% para 26% após a ampliação de capital de 200 milhões

A PRISA e a Victoria Capital Partners assinaram esta manhã, em Madrid, a compra e venda de 25% da Santillana. O montante da transação, que concede à PRISA 100% da Santillana, ascende aos 312,5 milhões de euros, pagos em efetivo ao vendedor. Além disso, a Santillana pagará à Victoria Capital Partners o dividendo prioritário correspondente às suas participações pelo ano fiscal de 2018 e pela parte relativa ao ano fiscal de 2019 até ao dia de hoje.

Esta aquisição constitui um novo marco para a PRISA, uma vez que, com ela, reforça a sua estratégia, ao controlar a totalidade de um ativo fundamental para o seu progresso, como é o caso da Santillana, o que representa um grande potencial de aumento de valor para os acionistas e uma melhoria substancial da geração de fluxo de caixa do Grupo.

As oportunidades oferecidas pela transformação digital e pelo posicionamento e margem de crescimento na Ibero-América são as alavancas chave para o desenvolvimento da estratégia da PRISA, que passa por criar um grande projeto transversal, único e global de educação, entretenimento e informação (generalista, económica e desportiva). A aquisição da Santillana chega num momento em que há excelentes perspetivas de crescimento para o setor educativo.

A companhia é líder em Espanha e na América Latina e é o único ator global nesses mercados. Neste contexto, a Santillana apostou nos sistemas de ensino digitais com uma forte componente de inovação, que já implementou (através dos produtos Sistema UNO, Santillana Compartir e outros) em 15 países das Américas, em mais de 3000 escolas, e que são utilizados por quase 1,5 milhões de pessoas.

O peso desta atividade, na qual a Santillana é também líder na América Latina, é cada vez mais importante no conjunto dos negócios. Representou 22% em 2018, em comparação com os 10% em 2012, o ano do lançamento. Estes sistemas de ensino incluem: proposta pedagógica, formação dos docentes, equipamento do centro educativo, plataformas de avaliação e apoio. Este novo modelo de negócio de sistemas de ensino digitais oferece uma maior visibilidade das receitas, com contratos assinados por um prazo médio de 3 e 4 anos e ganhos de 120 euros por aluno, um valor superior ao preço médio por aluno no modelo tradicional (60 euros). A taxa de renovação média é de 86% e a margem bruta é superior a 80%. Atualmente, as receitas dos sistemas de ensino digitais representam 37% do total das receitas de vendas privadas na América Latina.

Dadas as boas perspetivas de crescimento do negócio, especialmente no que diz respeito ao mundo digital, a aquisição de 25% da Santillana à Victoria Capital Partners permitirá maximizar o valor do ativo, incrementar a geração de fluxo de caixa do Grupo ao eliminar o dividendo prioritário anual de 25,8 milhões de dólares e flexibilizar a estrutura financeira da companhia.

Os fundos para o financiamento da operação procedem de recursos disponíveis no balanço da PRISA e do aumento de capital de 200 milhões que se encerrou na passada quinta-feira e foi apresentado ao mercado no passado dia 20 de março. O aumento de capital teve uma procura 20 vezes maior do que a oferta, o que demonstra o forte interesse do mercado na companhia. Uma confiança que foi também expressa pelos investidores que eram já acionistas do grupo antes do aumento de capital e que subscreveram mais de 60% do aumento. A operação logrou também conferir maior liquidez ao valor, uma vez que o free float, anteriormente de 16%, ascende agora aos 26%. A PRISA estabeleceu um preço de 1,33 euros por ação (0,94 ­euros de valor nominal, com um prémio de emissão de 0,39 euros cada uma) e colocou em circulação 150,24 milhões de novas ações. A operação contou com a garantia e consultoria do Santander, da Morgan Stanley e da Alantra Capital Markets e de Uría Menéndez na área jurídica.

O Grupo PRISA encerrou 2018 com um EBITDA comparável de 298 milhões, o que representou um aumento de 10,3% em relação ao ano fiscal anterior. Ao longo do ano passado, o plano de eficiência do Grupo logrou uma poupança de 48,5 milhões, sendo que a previsão era de 40 milhões em três anos. A geração de fluxo de caixa foi de 42 milhões de euros, ao passo que a dívida líquida, no final do ano, se situava nos 929 milhões, em comparação com os 1422 milhões de dezembro de 2017. A PRISA colocou também em marcha um plano de desinvestimento de mais de 60 milhões de euros.

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