Notas de imprensa

A PRISA consegue um EBITDA ajustado de 230 milhões de euros em 2017

28-02-2018

A PRISA consegue um EBITDA ajustado de 230 milhões de euros em 2017
  • A Educação fecha 2017 com um comportamento sólido, impulsionado pela América Latina, crescendo 8% em receitas.
  • Nos Media, a Rádio melhora a sua rentabilidade e a Imprensa reforça a sua liderança.
  • A PRISA alcança uma estrutura de capital sustentável a longo prazo.
  • Nova Governação e nova equipa diretiva.
  • Enfoque no crescimento e na criação de valor.

O Grupo PRISA registou um EBITDA ajustado de 230 milhões de euros em 2017, o que representa um aumento de 0,3% em relação ao ano fiscal de 2016, segundo informou a Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV). O resultado líquido, descontando impostos e encargos financeiros, chegou aos 29 milhões de euros. O resultado líquido contabilístico regista um saldo negativo de 102,9 milhões de euros como consequência das consolidações efetuadas em diferentes ativos do grupo, das perdas pelo registo da venda da Mediacapital e do impacto fiscal extraordinário resultante da aplicação do novo decreto-lei relativo a Sociedades.

A boa evolução da área de negócio da educação é um dos fatores mais relevantes nas contas da PRISA em 2017. A Santillana mantém-se na liderança do mercado da educação, com as suas receitas totais a crescer 3,7% em relação ao ano fiscal anterior e o seu EBITDA ajustado chega aos 187 milhões de euros, em comparação com os 180 milhões registados em 2016.

Na América Latina, as receitas crescem 8%, com destaque para o comportamento do mercado no Brasil, que apresentou um crescimento de 23%. Os sistemas de ensino digitais (UNO e Compartir) continuam a sua expansão, crescendo em 7,5% o número de alunos, que são já 932 606.

A área de negócio da Rádio melhorou 1,2% a sua rentabilidade em moeda constante, alcançando os 47 milhões de euros. As emissoras da PRISA em Espanha consolidam a sua liderança tanto na rádio generalista como na rádio musical, de acordo com o mais recente estudo do EGM, e a publicidade cresce 1,4%. Na América Latina, as receitas totais da PRISA Rádio chegaram aos 95 milhões de euros.

Na Imprensa, o El País mantém a sua posição de líder absoluto em Espanha, com uma média anual de quota de mercado de 41%, segundo os últimos dados da OJD. Em termos de navegadores únicos, atingiu os 108 milhões, o que o situa na primeira posição entre as páginas de notícias em língua espanhola e em décimo no ranking mundial. Em 2017, AS tornou-se o jornal diário desportivo em língua espanhola mais lido em todo o mundo, segundo a ComScore. Para esta vitória, foi vital o crescimento na América Latina, onde este meio é líder em países como a Colômbia, o Chile ou o México, assim como o seu desenvolvimento em Espanha, onde mais de 12 milhões de pessoas já visitam o site AS.COM, mais 28% do que em 2016.

As receitas de publicidade digital cresceram 3% neste período e representam já 46% do total de receitas publicitárias da divisão.

O EBITDA ajustado da área de Imprensa ascende aos 12,5 milhões de euros. O crescimento da publicidade digital não foi suficiente para compensar a quebra da publicidade tradicional e os impactos do 40º aniversário e do Europeu de Futebol em 2016, mas estes foram compensados com um forte controlo de gastos.

No arranque de 2018, a PRISA conseguiu alcançar uma estrutura de capital sustentável a longo prazo após o refinanciamento da sua dívida, que não prevê amortizações até 2022, e após o retumbante êxito da sua ampliação de capital, num total de 563 milhões de euros. A procura de títulos ultrapassou em 7,6 vezes o número de ações disponibilizadas.

Esta nova etapa que se inicia na PRISA conta também com uma nova composição do conselho de administração, com uma maioria de membros independentes, e uma nova equipa de direção, tanto na corporação como nas unidades de Imprensa e de Rádio.

A estabilidade financeira da PRISA permite-lhe concentrar os seus esforços no desenvolvimento dos seus negócios, nos quais investirá cerca de 113 milhões de euros, e na criação de valor.

A aposta que a PRISA tem vindo a fazer na transformação digital traduz-se num aumento destas receitas na ordem dos 13%, alcançando assim os 223 milhões de euros. As receitas da transformação digital representam já 19% do total de receitas do Grupo.

OUTROS FACTOS SIGNIFICATIVOS POR UNIDADES DE NEGÓCIO

Na área da Educação

  • As campanhas da região sul cresceram 14,5% (+11,7% em moeda constante).
  • Na região norte, as campanhas baixaram 7,7%, principalmente devido ao comportamento do mercado espanhol, cuja quebra, que era prevista, se deveu à ausência de novidades em materiais educativos e menos reposições.
  • O contributo da editorial Norma para as receitas em 2017 foi de 32,6 milhões de euros, com um comportamento muito satisfatório após a plena aplicação de sinergias, o que esteve na base de uma contribuição positiva para o EBITDA.
  • A taxa de câmbio teve um impacto positivo em 2017 que se explica fundamentalmente com a evolução das taxas no Brasil. O impacto positivo foi de 8,3 milhões de euros em receitas e 5,8 milhões de euros no EBITDA.

Na área de negócio da Rádio

  • Os rendimentos ajustados totalizaram 281 milhões de euros, em comparação com os 301 milhões registados no mesmo período do ano fiscal anterior (-6,8%). Os valores de 2016 incluem a GLR Networks e a RLM, que foram vendidas e que, na altura, rendiam 7,2 milhões de euros. Além disso, registaram-se em 2016 eventos extraordinários com um montante de 7 milhões de euros. Sem esses fundos, as receitas teriam registado uma quebra de 2%.
  • Em Espanha, os rendimentos ajustados da Rádio totalizaram 180 milhões de euros em 2017, em comparação com os 183 milhões registados no mesmo período do ano fiscal anterior.
  • Na América Latina, os rendimentos ajustados da Rádio totalizaram 94,6 milhões de euros, em comparação com os 98,9 milhões obtidos no mesmo período em 2016. Se não fosse a venda da GLR Networks, teriam permanecido estáveis.
  • O impacto das taxas de câmbio foi negativo, resultando em menos 1,5 milhões de euros em receitas e menos 1 milhão no EBITDA.
  • Música: As receitas apresentaram quebras que se explicam sobretudo pelo desinvestimento da RLM e eventos extraordinários celebrados em 2016.

Na divisão de Imprensa

  • As receitas da área de imprensa apresentam uma quebra de 8,1%, perfazendo 221 milhões de euros.
  • As receitas de publicidade atingem os 106 milhões de euros, com uma quebra na ordem dos 8% (4% excluindo os impactos extraordinários). As receitas de publicidade digital cresceram +3% neste período e representam já 46% do total das receitas publicitárias da divisão, ao passo que as receitas de publicidade não digital diminuem 15%
  • Os eventos atingem os 7 milhões de euros em 2017, em comparação com os 8,6 milhões de euros em 2016. A quebra a que se assistiu em eventos deve-se principalmente às receitas extraordinárias obtidas em 2016 por ocasião da celebração do 40º aniversário (15% de crescimento se excluirmos este impacto).

Regressar às notícias

Ir para o início da página