Notas de imprensa

A PRISA tem um crescimento de 2,6% no EBITDA comparável e mantém as previsões para o ano

13-05-2019

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  • A empresa concretiza com êxito a ampliação de capital de 200 milhões destinada à compra de 25% da Santillana, que não controlava
  • As operações do Grupo, no primeiro trimestre de 2019, evoluem dentro do que era esperado e geram um fluxo de caixa operacional positivo de cinco milhões de euros
  • A área da Educação, em moeda local, cresce 1% nas receitas e 3% no EBITDA. Os sistemas digitais de ensino aumentam 15%
  • A Rádio revela uma melhoria operacional de 31,5%, impulsionada pelo comportamento de Espanha, que representa uma subida de 8% nas receitas e de 163,8% no EBITDA
  • A Imprensa alcança uma melhoria de 27% nas receitas provenientes da publicidade digital
  • A Media Capital continua a liderar o mercado português em horário nobre e as receitas publicitárias crescem 4%
  • A companhia faz uma provisão de 51 milhões na sequência de uma decisão desfavorável relativamente à exploração dos direitos do futebol, contra a qual já se interpôs recurso. Encontra-se ainda pendente a sentença relativa a uma ação em que a PRISA reclama o pagamento de até 136 milhões por parte da Mediapro
  • A taxa de câmbio teve um efeito negativo de 7,4 milhões nas receitas e de 3,4 milhões no EBITDA
  • A dívida líquida situa-se nos 962 milhões, perante os 929 milhões do fim de dezembro, devido ao pagamento pendente previsto de 36,1 milhões à 3i
  • Subida da pontuação de crédito da S&P (B) e novo rating da Moody’s (B2)

O Grupo PRISA comunicou à Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) os resultados correspondentes ao primeiro trimestre do ano, que fechou com um EBITDA comparável de 73,5 milhões de euros, o que representa um crescimento de 2,6% em relação ao mesmo período do exercício. O resultado líquido comparável ascende aos 0,2 milhões de euros, perante os 10,4 milhões do mesmo período do ano anterior. O resultado líquido revela perdas de 40,6 milhões como consequência do pagamento efetuado de 51 milhões por uma ação judicial contra a empresa, relativamente à guerra do futebol.

Este primeiro trimestre de 2019 ficou marcado pelos resultados operacionais que cumprem o esperado pela PRISA e estão de acordo com a sazonalidade própria do negócio. Por isso, o Grupo reafirma-se nas previsões para o conjunto do ano, que são conhecidas pelo mercado. Além disso, culminou com o êxito de uma ampliação de 200 milhões que serviu para financiar a compra de 25% da Santillana à Victoria Capital Partners. Com esta aquisição, a PRISA passa a controlar 100% da sua filial da Educação, uma operação crucial para o desenvolvimento futuro do Grupo. Após a ampliação, o free float da empresa passou de 16% para 25%.

Nos negócios, a Educação demonstra a tendência geral do Grupo com um crescimento de 1% nas receitas, na moeda local, e de 3% no EBITDA. Nos resultados, destaca-se a boa evolução das campanhas em curso (zona sul), com um impulso singular dos sistemas digitais de ensino cujas receitas crescem 15% na moeda local (11% em euros), até alcançar os 52 milhões de euros, prestando serviço a mais de 1,2 milhões de estudantes. A Santillana considera que existem boas perspetivas para as campanhas pendentes para o resto do ano e uma grande visibilidade sobre o comportamento dos modelos de subscrição baseados nos sistemas digitais de ensino, cujas receitas estão previstas representar, no fim do ano, mais de 40% do total das receitas da educação privada na América Latina. Este modelo baseia se em contratos de três ou quatro anos com o dobro do ARPU médio do negócio tradicional.

Nos Media, a Rádio revela uma melhoria operacional de 31,5% na moeda local, impulsionada pelo bom comportamento em Espanha, com um crescimento de 8% nas receitas e de 163,8% no EBITDA. A atividade na América Latina foi afetada, comparando com o ano anterior, já que as eleições na Colômbia tiveram um forte impacto positivo. A Imprensa, por sua vez, continua a crescer no seu desenvolvimento digital, avançando para um modelo digital crescente e expansível, com uma subida de 27% nas receitas de publicidade digital e uma melhoria nas margens de circulação, fruto dos acordos e medidas de eficiência alcançados no ano anterior com o foco constante no controlo de custos.

A Media Capital continua a liderar o mercado televisivo em horário nobre, em Portugal, com um aumento de 4% nas receitas publicitárias, reforçando a programação tal como fora previsto.

A taxa de câmbio teve, no primeiro trimestre de 2019, um impacto negativo de 7,4 milhões de euros nas receitas e de 3,4 milhões no EBITDA, basicamente devido à evolução das taxas no Brasil e à hiperinflação na Argentina.

Em março de 2019, a dívida líquida situa-se nos 962 milhões, após o pagamento pendente previsto de 36,1 milhões à 3i pela sua saída da PRISA Radio, perante os 929 milhões de euros de dezembro de 2019. Nos primeiros três meses do ano, a geração de fluxo de caixa operacional foi positiva em cinco milhões de euros, de acordo com a sazonalidade do negócio.

A companhia decidiu fazer uma provisão de 51 milhões de euros devido ao resultado negativo de um dos processos judiciais abertos com a Mediapro, uma sentença que já motivou um recurso extraordinário. Além disso, falta também saber o resultado de uma decisão relativa a uma ação contra a Mediapro em que a PRISA exige o pagamento de uma importância de até 136 milhões de euros.

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