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O ministro Salvador Illa e especialistas na área da saúde reúnem-se para repensar a nova saúde espanhola após a Covid-19

09-10-2020

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O Ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, alertou sobre a preocupante situação epidemiológica de Espanha no debate Repensar a saúde espanhola. Uma nova saúde para uma nova normalidade, um encontro organizado pelo EL PAÍS e pela Roche Farma para analisar as mudanças necessárias no nosso sistema de saúde após a pandemia. O evento foi transmitido em direto, em streaming, no site do EL PAÍS.

Além de Salvador Illa, o evento contou com a participação do presidente da Junta da Extremadura, Guillermo Fernández Vara; o presidente da Região de Múrcia, Fernando López Miras; e a secretária de Estado da Digitalização e Inteligência Artificial do Ministério dos Assuntos Económicos e Transformação Digital do Governo de Espanha, Carme Artigas. A abertura institucional ficou a cargo de Stefanos Tsamousis, diretor­­-geral da Roche Farma Espanha, e Javier Moreno, diretor do EL PAÍS.

Ao longo da jornada, profissionais da saúde, empresas do setor e instituições refletiram sobre as aprendizagens na gestão regional, as respostas na gestão de cuidados, a experiência vivida pelos doentes e a importância da inovação e digitalização como vetores imprescindíveis para dar resposta a futuras crises e manter o nível de qualidade de um sistema sustentável.

Na sua intervenção durante o fórum, o ministro Salvador Illa defendeu a necessidade de fortalecer a saúde espanhola, sobretudo no que diz respeito aos mecanismos de coordenação entre os distintos agentes da saúde espanhola. “A grande lição desta crise sanitária é que é preciso reforçar todo o sistema nacional de saúde”.

Salvador Illa assinalou que “a situação da pandemia em Espanha é muito preocupante”. “O objetivo é controlar a pandemia até que haja uma vacina ou tratamento”, segundo o ministro, que recomenda: “Temos de aprender a conviver com o vírus”.

Os peritos e especialistas da área da saúde que participaram nos diversos debates realizados ao longo da manhã chegaram à conclusão de que o segredo para o futuro é defender uma nova saúde com mais ciência e menos partidarismo.

Os presidentes Guillermo Fernández Vara e Fernando López Miras contribuíram com uma visão autónoma e crítica. “A medicina baseia-se na relação de confiança entre o doente e o médico, ou o sistema. Mas, agora, muitas coisas faliram, porque muitas pessoas não entendem que não estamos de acordo”, sublinhou Guillermo Fernández Vara. Já Fernando López Miras considerou que nos faltou aprender uma lição: “Em situações de crise, temos de nos guiar pelo critério científico e pelo critério dos especialistas”.

O encontro acabou com sucessivos painéis em que foi ouvida a experiência de responsáveis de saúde, que analisaram as carências e os erros na gestão do sistema de saúde, assim como as lições retiradas da pandemia. Entre os especialistas e profissionais de saúde que participaram, encontram-se: o diretor do Hospital Clinic de Barcelona, Josep Mª Campistol; Federico Plaza, diretor de Corporate Affairs da Roche Farma; Marta Villanueva, diretora-geral da Fundação Instituto para o Desenvolvimento e Integração da Saúde (IDIS); representantes de associações do setor da saúde como José Polo García, presidente da Sociedade Espanhola de Médicos de Cuidados Primários (Semergen); Florentino Fernández Raya, presidente do Conselho Geral de Enfermagem; Jordi Nicolás, vice-presidente da Sociedade Espanhola de Farmácia Hospitalar (SEFH), e Álvaro Rodríguez Lescure, presidente da Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM).

Por último, para dar voz à experiência dos doentes, participaram Pedro Carrascal, diretor da Associação de Esclerose Múltipla de Espanha (EME) e presidente da Plataforma Europeia de Esclerose Múltipla (EMSP), e Santiago Moreno, chefe de Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Ramón y Cajal e doente da covid-19. 

O encontro contou também com a participação dos jornalistas do EL PAÍS Berna González Harbour, Carlos de Vega, Milagros Pérez Oliva e Ana Fuentes.

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