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Estímulo para o talento de 1700 docentes

28-01-2019

Cerca de 1700 professores e professoras participaram no sábado numa nova edição, a sexta, das jornadas ¡Grandes profes!, destinadas a oferecer novos pontos de vista que estimulem a paixão e o esforço dos docentes com o objetivo, desta feita, de ajudá-los a aflorar todo o seu talento. O encontro, organizado pela Santillana, pela Fundación Atresmedia e pela Samsung, foi celebrado nos cinemas Kinépolis de Madrid, onde os presentes encheram várias salas para ouvir profissionais do meio académico, científico, literário, gastronómico e artístico. A ideia basilar é que, acima da genética e das condições naturais dos professores, "é fundamental a paixão com que se leva a cabo uma tarefa, o estímulo ambiental, a dedicação e o esforço", segundo a nota emitida após a jornada.

O cientista e investigador na área da inteligência artificial Ramón López de Mántaras inaugurou a jornada falando sobre a relação entre as máquinas e os humanos. "Os sistemas de inteligência artificial não podem substituir a inteligência humana", disse. "Se investirmos na educação e na inovação, poderemos continuar a crescer" e "como precisamos de cidadãos informados, isto deve começar na escola", acrescentou, porque "com a educação, poderemos minimizar riscos e sem vocês, os professores, não vamos conseguir".

"Há muito talento na natureza", afirmou o paleontólogo Juan Luis Arsuaga, que recordou que "segundo Darwin, a espécie humana não é a que tem mais talento, as outras espécies também têm muito talento". "O talento humano é basicamente um talento social, a inteligência do ser humano é emocional e as máquinas não conseguirão fazer isso, nem cooperar, nem relacionar-se", acrescentou. E, nesse sentido, pediu "a integração das ciências e das humanidades na educação".

"Descobri o talento na cozinha ao contemplar a vida com os olhos de uma criança", afirmou o cozinheiro com duas estrelas Michelin Ramón Freixa, e encorajou os professores a estimular o dos seus alunos: "O vosso trabalho é incentivar as crianças a desenvolver o seu talento". "O talento trabalha-se todos os dias com esforço e paixão, pelo que temos sempre de preservar a criança que todos temos dentro de nós."

O quarto orador foi o economista e escritor Álex Rovira, que se centrou na gestão e na cultura do talento para educar com base em valores como a gratidão, a integração e a compreensão.

Por sua vez, Jorge Ruiz, vocalista e compositor da banda Maldita Nerea, assegurou que "a autoconfiança e a atitude" são duas qualidades importantes para desenvolver o talento. "Ensinar significa também marcar o destino", afirmou.

O ator Miguel Ángel Muñoz recordou os professores que teve ao longo da sua vida. "O talento é a paixão que colocamos no que fazemos e está em todo o lado", "a paixão é contagiosa e tenho a certeza de que vocês, os professores, colocam a mesma paixão no que fazem", disse-lhes.

Esta edição contou com uma mesa de debate moderada pelo professor de Sociologia Mariano Fernández Enguita e na qual participaram o professor do ensino básico e finalista do Global Teacher Prize 2018 Xuxo Ruiz, a especialista em inovação, liderança e transformação digital Silvia Leal e a criativa publicitária e fundadora do Club de las Malas Madres Laura Baena. Entre as suas conclusões, está a de que os professores "sejam talentosos para descobrir o talento dos meninos e das meninas, mas colaborando e trabalhando sempre com eles". Também insistiram no desafio de "captar a sua atenção", "cativá-los", procurar "recursos reais de motivação" e lutar "contra a hiperestimulação".

O evento foi encerrado pelo grupo de dança Los Vivancos, que falaram sobre o trabalho de equipa, sobre a "importância da escola no desenvolvimento do talento desde tenra idade" e sobre o facto de ser essencial ter pessoas que sirvam de inspiração para "a motivação e a paixão na consecução de objetivos".

 (FONTE: elpais.com)

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