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Evento em Nova Iorque - Fórum Internacional "América Latina, Estados Unidos e Espanha na economia global"

30-09-2019

Evento Nueva York Foro Internacional ‘América Latina, Estados Unidos y España en la economía global’

EL PAÍS e a Câmara de Comércio Espanha-EUA celebraram no passado dia 24 de setembro em Nova Iorque a quarta edição do fórum económico "América Latina, Estados Unidos e Espanha na economia global". Coincidindo com a 74ª Assembleia Geral da ONU, o fórum contou com a presença do líder do Governo espanhol, Pedro Sánchez, entre outros chefes de Estado e de Governo, ministros e empresários de ambos os lados do Atlântico.

Sánchez mostrou uma perspetiva otimista da economia espanhola, assegurando que o país "ainda não chegou ao fim do ciclo" de crescimento porque, entre outros motivos, a Espanha começou a recuperar da crise de 2008 muito mais tarde do que outras economias europeias. O primeiro-ministro admite no entanto que Espanha precisa de estabilidade política para evitar uma estagnação abrupta, uma vez que este bloqueio político comporta riscos e pode deter alguns investimentos, assegurando que o seu Governo oferecerá "estabilidade e certeza se conseguir consolidar-se nas eleições".

De entre as grandes ameaças à situação económica, Sánchez destacou a situação internacional, com a guerra comercial entre os EUA e a China como elemento central, e a instabilidade política. "Lucros passados não são garantia de êxitos futuros. Temos de ultrapassar o bloqueio político. Nada contribui mais para o crescimento do que a estabilidade necessária para levar a cabo reformas, para dar confiança aos investidores e para desenvolver as nossas capacidades", sublinhou.

No fórum, além da presença do Governo espanhol, representado por Pedro Sánchez, participaram também outros dois governos que se encontram no seu primeiro ano de mandato. O governo colombiano, que contou com a presença do responsável pela pasta do Comércio, Indústria e Turismo, José Manuel Restrepo, e o governo chileno, com o ministro da Economia, Juan Andrés Fontaine. O México teve como embaixador o secretário das Finanças, Arturo Herrera. O presidente do Peru, Martín Vizcarra, também participou no fórum.

Herrera, responsável máximo pelas finanças públicas do Governo de Andrés Manuel López Obrador comentou que, pela primeira vez desde 2016, a inflação se situa abaixo do limiar dos 3% (2,9%), dentro dos parâmetros do Banco do México que, presumivelmente, voltará a baixar as taxas de juro esta semana. Na conversa que teve lugar no fórum com o diretor de EL PAÍS América, Javier Moreno, Herrera resumiu os três eixos em que se centram para cumprir com as prioridades do governo: a redução da desigualdade através da implementação de programas sociais, o que implica a necessidade de injetar recursos; mitigar o problema da insegurança que assola o país e dar um impulso à companhia petrolífera estatal Pemex.

No caso do Chile, o seu responsável económico, Juan Andrés Fontaine, afirmou que não vê "nada no horizonte" que aponte para uma recessão a curto prazo neste país sul-americano. Numa linha similar, o ministro colombiano José Manuel Restrepo declarou: "Não acredito que venha a suceder uma recessão mundial, o que não quer dizer que não existam riscos." Os ministros da Economia e Indústria do México, Colômbia e Chile destacaram de forma unânime a conjuntura atual, que propicia um alívio para a economia latino-americana.

O fórum organizado pelo EL PAÍS dinamizou a comunicação entre os diferentes atores políticos e económicos de ambas as costas do Atlântico, criando assim pontes para o diálogo. Para além do debate que se debruça sobre as temáticas do comércio, trabalho ou crescimento económico, outro dos temas que dominam o fórum é a necessidade de fazer frente às alterações climáticas, uma vez que a emergência climática se apresenta como um dos maiores perigos que a humanidade enfrenta na atualidade.

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