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O jornal CincoDías encerra o Observatório ODS: “Os ODS são uma oportunidade, não um problema”

12-12-2019

CincoDías clausura el Observatorio ODS:

O jornal CincoDías encerrou na passada quarta-feira, 4 de dezembro, o Observatório ODS sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, um conjunto de sessões sobre economia e alterações climáticas organizadas pelo jornal e com o patrocínio da Iberdrola.

Neste último encontro, realizado no Museu Rainha Sofia, participaram Ignacio Sánchez Galán, presidente e diretor executivo da Iberdrola, Cristina Gallach, alta‑comissária para a Agenda 2030 da ONU em Espanha, e Luis Alfonso de Alba, enviado especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Cimeira de Ação Climática 2019.

Sánchez Galán pediu objetivos "a curto prazo" na luta contra o aquecimento global. O presidente da Iberdrola também reiterou em várias ocasiões a “necessidade” da colaboração público-privada para fazer frente ao desafio climático e assegurou que a Iberdrola “produzirá zero emissões em Espanha, em 2030, tal como já acontece no Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha e praticamente toda a UE”.

Sánchez Galán sublinhou que a consecução dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável não é incompatível com a obtenção de um benefício empresarial. “São um marco que nos permitiu traçar objetivos muito claros e persegui-los”, afirmou. E acrescentou: “O objetivo de uma empresa não é ganhar dinheiro. Nego essa conclusão. O objetivo é combinar três frentes: o interesse do acionista, o dos seus trabalhadores e o interesse social.”

Cristina Gallach abordou também as implicações do cumprimento dos ODS que pressupõem “processos complexos socioeconómicos, ambientais, energéticos…”. “E nada se pode fazer se o setor empresarial não se empenhar”, acrescentou. A alta-comissária para a Agência 2030 da ONU em Espanha reforçou que estes processos, a serem cumpridos, “repercutirão num crescimento económico inclusivo”.

Por último, Luis Alfonso de Alba assinalou que “hoje, dispomos de tecnologia e capacidade para reduzir 45% das emissões contaminantes relativamente a 2010, um objetivo inadiável”. O enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Cimeira de Ação Climática 2019 argumentou que, em caso contrário, “haverá uma subida de três graus centígrados com consequências fatais”. “É perigoso o cenário da inação”, concluiu.

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