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PRISA Vídeo: Contra o silêncio do final da ETA

21-09-2016

Foram dez anos de encontros, conversações, fracassos e esperanças. Dez longos e duros anos, com eternas complicações e muitos momentos profundamente dolorosos, com atentados e mortos. Mas foram também anos em que a imaginação, o sacrifício e a generosidade encontraram o seu espaço. O documentário El Fin de ETA relata, através dos seus principais protagonistas, Alfredo Pérez Rubalcaba, Jesús Eguiguren e Arnaldo Otegi, o caminho percorrido para acabar com a violência da ETA, o grupo terrorista que nasceu em 1959 e que, ao longo de 40 anos, fez 829 vítimas mortais e dividiu o país.

Com guião dos jornalistas José María Izquierdo e Luis Rodríguez Aizpeolea, e realizado pelo britânico Justin Webster, El Fin de ETA, dedicado às vítimas, foi apresentado na segunda-feira, dia 19, na secção Zinemira do Festival de Cinema de San Sebastián. O documentário é uma produção da Quality Media e da PRISA Vídeo, em colaboração com as cadeias ETB, Canal Sur, Radio Televisión de Castilla-La Mancha, IB3 (televisão das Baleares) e Radio Televisión de Asturias, além da produtora basca Baleuko. 

"Somos uma geração marcada pela história da ETA e as nossas vidas profissionais e pessoais giraram, infelizmente, em torno da violência", afirmam Aizpeolea e Izquierdo, para quem a interrupção definitiva da violência, anunciada pela ETA no dia 20 de outubro de 2011, marca uma nova era.

O relato do final da ETA no filme, a que Webster deu o ritmo de um thriller, baseia-se em critérios jornalísticos, com o rigor dos dados, utilizando também imagens de arquivo e viajando aos locais, aos hotéis, aos quartos e às salas dos estabelecimentos onde foram celebrados os encontros, como Genebra e Oslo. Os acontecimentos são contados através dos seus protagonistas e, apesar de o grande peso do relato recair sobre os depoimentos de Rubalcaba, Eguiguren e Otegi, dá-se também voz a quase uma vintena de pessoas afetadas pelo conflito, como vítimas, ex-reclusos do grupo, políticos de diversos partidos e representantes de organizações internacionais que tiveram um peso significativo no final do processo, como Martin Griffiths, do Centro Henry Dunant, em Genebra.

 

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