PRISA ALCANÇOU UM EBITDA DE 403,29 MILHÕES DE EUROS (+6,2%)
29-10-2012
Os negócios de Educação e Rádio na América Latina tiveram crescimentos de dois dígitos, enquanto o mercado publicitário em Espanha e Portugal continua com quedas significativas
- Os resultados do negócio de imprensa têm sido muito afetados pela queda do mercado publicitário em Espanha. Durante os primeiros 9 meses de 2012, as receitas deste conceito caíram 16,3% (19,5% apenas no terceiro trimestre).
- A Rádio teve um comportamento de crescimento divergente em Espanha e na América Latina: A publicidade em Espanha nos primeiros nove meses caiu 15,7% (queda de 15,9% só no terceiro trimestre) enquanto na América Latina cresceu 15,7% (+18,5% só no terceiro trimestre).
- O serviço pago de televisão, que conta com a melhor oferta de futebol na história graças ao acordo assinado em agosto de 2012 para as próximas três temporadas, aumentou as suas receitas em 4,2% e o seu EBITDA recorrente em 14,3%. Os subscritores de satélite desceram em 50.785 desde setembro de 2011, afetados pela débil situação econômica e pelo aumento do IVA. Os subscritores de outras plataformas /OTT crescem. O ARPU de satélite situou-se nos 42 euros médios no terceiro trimestre. A taxa de cancelamentos situou-se nos 14,7% em setembro.
- Santillana aumenta as suas receitas em 6% nos primeiros nove meses do ano. Destaque para o forte crescimento na América Latina (+10,8%), enquanto o resultado de Espanha caiu 3,6% pela má evolução do negócio de Edições Generalistas. O EBITDA da Santillana aumentou 10% ajustado aos efeitos não recorrentes.
- O total de receitas da América Latina cresceu 12%, representando 25,4% do total do Grupo (22,2% nos primeiros nove meses de 2011) e o EBITDA cresceu 13,4%, representando 34,8% do total (32,6% nos primeiros nove meses de 2011).
- Continua a aposta no desenvolvimento digital. As receitas de publicidade aumentaram 14,1%. Destacamos o crescimento na imprensa (+25,2%); que representa 19,5% do total de receitas publicitárias nesta área. Em setembro, a média de visitantes únicos alcançou os 71 milhões (+9,6%).
- PRISA mantém um esforço importante de redução de custos em todas as suas despesas. Nos primeiros 9 meses do ano reduziram-se os gastos de exploração, excluindo amortizações e provisões, em 3,9% (-1,6% ajustado aos efeitos extraordinários).
- O Grupo reduziu a sua dívida financeira líquida em 274 milhões de euros principalmente através da emissão de obrigações conversíveis aprovada na sua Assembleia Geral de Acionistas que decorreu a 30 de junho de 2012, e aumentou os seus fundos próprios em 719 milhões de euros.
Marcos dos primeiros nove meses de 2012:
Apesar do crescimento do negócio do serviço de televisão pago em Espanha e das operações na América Latina em Educação e Rádio, o mercado publicitário em Espanha e Portugal (em Rádio, Televisão e Imprensa Escrita) continua com quedas significativas num ambiente econômico muito adverso com uma queda de consumo que mantém a sua aceleração. As receitas publicitárias de Espanha e Portugal, que representam 15% do total do Grupo, caíram 15,9% nos primeiros nove meses do ano.
- Queda de publicidade: O total de receitas publicitárias da PRISA ascende a 399,75 milhões de euros, menos 9,9% do que durante os primeiros nove meses de 2011, o que representa 20% do total (21,8% no mesmo período de 2011). Destacamos o crescimento de +15,1% em receitas publicitárias na América Latina (24,9% do total de receitas publicitárias) e a debilidade de Espanha e Portugal, que decresceram 15,9%.
- Esforço de redução de custos: o Grupo mantém um importante esforço de redução de custos em todas as suas despesas. Nos primeiros nove meses de 2012 reduziram-se os gastos de exploração, exluindo amortizações e provisões, em 3,9% (-1,6% ajustado aos efeitos extraordinários).
- Serviço Pago de Televisão: Forte crescimento de receitas e EBITDA: No serviço pago de televisão, as receitas ascenderam a788,12 milhões de euros, e o EBITDA alcançou os 172,45 milhões de euros, o que representa crescimentos de 4,2% e 16,4%, respectivamente.
Os indicadores operacionais foram afetados pelo crescimento do IVA, (num ambiente econômico muito débil), por uma nova comercialização e pelo aumento de preços do Canal+ Liga após o novo acordo com a Mediapro.
- As subscrições de satélite diminuíram em 50.785
- As subscrições do Canal+1 através de outros operadores (incluindo OTT)cresceram em 43.184.
- O ARPU (receita média mensal por subscritor) de satélite situou-se nos 42 euros em média no trimestre (40,1 no 3T de 2011)
- A taxa de cancelamentos situa-se nos 14,7% (14,0% em junho de 2012)
- Os subscritores do iPlus já atingem os 33,5%, o que equivale a 577.986 subscritores (33,2% em junho de 2012).
- Ao longo do mês de setembro foram assinados novos acordos com todos os operadores de serviços pagos de televisão para a distribuição do Canal+ Liga.
- Media Capital: Esforço no controlo de custos. As receitas (132,13 milhões de euros) sofreram uma redução de 21% e o EBITDA recorrente (24,71 milhões de euros) de 15,6%, o que demonstra a importância do esforço de controlo de custos que a empresa está realizando.
- Educação: Forte crescimento da América Latina. As receitas (581,84 milhões de euros) aumentaram 6% com um forte crescimento da América Latina (+10,8%), se destacando a evolução do México (+11,2%), Equador (+19,9%), República Dominicana (+78,4%), Argentina (+18,5%), Colômbia (+7,9%), Peru (+114,9%), Bolívia (+19,6%) e Uruguai (+26,7%), assim como os dos Estados Unidos (+52%) e, com menor contribuição, do Brasil, devido ao ciclo (-7,4%). A Espanha viu as suas receitas diminuírem 3,6%, incluindoas receitas quase estáveis da Educação (-0,5%) e uma queda de 20,1% nas Edições Generalistas. O EBITDA recorrente alcançou os 183,80 milhões de euros (+10,0%)
- Rádio: Forte crescimento na América Latina e forte debilidade em Espanha. As receitas (247,73 milhões de euros) diminuíram 8,1% em relação ao exercício anterior, principalmente as receitas de publicidade em Espanha (-15,7%, devido à debilidade da publicidade local, -23% e nova deterioração na publicidade nacional, -10%) e apesar da forte melhoria em publicidade na América Latina (+15,7%) com um forte crescimento na Colômbia (+19,1%), Chile (+8,8%), México (+17,1%) e Argentina (+17,3%).
- Imprensa: Debilidade do mercado publicitário e comparativos mais difíceis. As receitas da imprensa ascenderam aos 239,46 milhões de euros, uma queda de 18,3% em comparação com os primeiros nove meses de 2011, explicada tanto pela debilidade da publicidade (-16,3%) como pela queda da circulação (-12,3%), e ainda pelo impacto positivo que tiveram nos primeiros nove meses de 2011 as promoções e deduções fiscais (contribuíram com 15,63 milhões de euros em 2011 e 0,65 milhões em 2012). O EBITDA ajustado ascende a 11,63 milhões de euros (-68,4%).
- Área Digital: Crescimento sólido. A publicidade digital cresceu 14,1% nos primeiros nove meses do ano. A área digital alcançou uma média mensal de 71 milhões de visitantes únicos até setembro de 2012, o que representa um aumento de 9,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, graças sobretudo ao forte crescimento registrado pela PRISA TV, ElPais.com e CincoDias.com, assim como a Radio internacional.
Resultados consolidados
A comparação entre os resultados de 2012 e 2011 é afetada por vários efeitos extraordinários, tanto em receitas como em gastos:
- Consolidação da Dédalo, que a partir de 1 de abril de 2012 começou se consolidando por indemnizações efetuadas no âmbito do plano de eficiência levado a cabo desde dezembro de 2010
- A provisão de 54,37 milhões de euros pelo acordo com a ONO (que explicaremos mais adiante)
Com o propósito de realizar uma comparação homogénea, passamos a apresentar um quadro de resultados em que são ajustados estes efeitos extraordinários.

* O novo acordo sobre os direitos do futebol levam à imputação de receitas e custos derivados do mesmo a 12 meses (ver mais explicações na página 7). Comparado com a situação anterior, supõe um impacto positivo sobre o EBITDA de 7,8 milhões de Euros (o EBITDA teria crescido 4,2% em vez de 6,2% nos primeiros nove meses do ano).
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